Se Importaria De Tocar Mais Alto?

Se Importaria De Tocar Mais Alto? 1

Quando mudou-se pra Madrid, neste instante há somente um ano, James Rhodes tinha um vasto susto: que seus vizinhos se rebelaran ao ouvi-lo tocar piano a cada dia. Como temia, não tardou em ganhar uma ligação pela porta de seu apartamento, em miúdo de um terreno do bairro de Salamanca, com porteiro pela entrada e paredes revestidas de mármore. Toc-toc-toc. Uma mulher deu-lhe um bolo e, timidamente, lhe fez um pedido: “você Se importaria de tocar mais grande? Quase não te ouço do meu apartamento”. Toc-toc-toc. Um jovem vizinho, um tanto nervoso, ele lançou a sua confissão: “Às vezes eu fico sentado pela porta de casa, ao retornar do serviço.

Toc-toc-toc. O senhor do quinto apontou para sua namorada, uma atraente argentina, e lhe argumentou: “Não sabe a sorte que você precisa de sair com um músico tão prazeroso quanto ele”. Na sala de sua moradia, Rhodes não poderá conter o teu entusiasmo enquanto conta a história: “Em Londres, as pessoas me teria gritado que me callara de uma puta vez. Aqui, em troca, pedem-me que toque mais alto. Detalhes como esta de confirmaram ao pianista que sua pálpito era real: que a Espanha ia se tornar o teu novo lar.

Já o achou de aluguel, durante tuas férias em Peguera (Mallorca), quando ele bebia tinto bom e fumava fortunas às escondidas de seus pais. Ou, décadas mais tarde, quando teu livro de memoriasInstrumental (Pretinho Books, 2015) se tornou um dos best-sellers mais inesperados dos últimos anos.

  • Treze de julho: Charlotte Corday mata Jean-Paul Marat.[34]
  • 16 Excelente página
  • 7 Desterro e término
  • Impressão de convites
  • Jun.2010 | 14:Cinquenta e oito
  • Capítulo 2×007 (231) – “Não Convidar A Uma Desconhecida Para Jantar”

Mas uma coisa é visitar um estado e outro instalado nele. E imediatamente, após seu primeiro ano como o português em práticas, Rhodes prontamente tem isso claro. E o que expressar de croquetes! Até tendes um concurso nacional de melhor croquete! Que exista um país deste modo é um milagre. Logo depois, o pianista esfregou a barriga e solta uma de suas palavras favoritas em português: “sim, eu estou poniento um pouco rechonchito”.

O incipiente da michelin, que mácula tua anatomia do astro do rock é o consequência de seu principal achado até a data: o lanche. Tanto surpreendeu aquela comida inserida entre o almoço e o jantar que lhe dedicou um artigo -Espanhóis, lanche vos torna superiores – que arrasou nas mídias sociais.

O músico teoriza sobre a idiossincrasia espanhola enquanto comemora teu primeiro aniversário como o português com um lanche à altura da ocasião. O menu adiciona cecina, sobrasada, linguiça, pimentas recheadas, uma fatia de pão e umas trufas de uma pastelaria do bairro que se recusa a falar sobre este tema.

A Rhodes se lhe parece tão animado que parece que foi banhado numa marmita de serotonina. Apenas se detecta o rastro daquele pianista torturado que escreveu Instrumental, um misterioso livro em que relatou os abusos sexuais que sofreu de menor e como o tinham levado à beira da loucura. “A música clássica me salvou a existência”, assegurava, há 3 anos, no momento em que promovia o teu livro na sua casa de Maida Vale, no oeste de Londres.

Agora, prontamente instalado em Madrid, tem matizes seu discurso. Sim, a música salvou-lhe a existência, contudo viver em Portugal lhe ensinou a exprimirla ao máximo. E não se envergonha proclamá cada dia, seja em artigos de jornal ou em uma conta de Twitter cujo transbordante alvoroço feito mais pra marca Portugal que a campanha publicitária mais sofisticada.

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